Cooperativismo de crédito como motor de mudança social e econômica
Segundo pesquisa realizada pela FIPE, o cooperativismo de crédito impacta positivamente o cenário econômico e social da localidade em que está inserida, contribuindo ao acesso ao crédito, aumento da renda per capita, no número de empregos formais e empreendimentos.

Para o cooperativismo a ideia de progresso social precisa estar atrelada ao auxílio mútuo e a colaboração, buscando soluções para a sobrevivência econômica de indivíduos e o bem-estar de comunidades. Esta filosofia não existe somente na teoria, ela permeia a prática dos sistemas cooperativistas, por isso o modelo é reconhecido mundialmente pelos impactos positivos sociais e econômicos nas regiões em que está presente. No Brasil os números do cooperativismo crescem a cada ano, e junto a eles é possível perceber o desenvolvimento local, nas cidades em que as cooperativas estão inseridas.

3 impactos positivos locais gerados pelo cooperativismo de crédito

Segundo o relatório técnico “Benefícios Econômicos do Cooperativismo de Crédito na Economia Brasileira” apresentado, em dezembro de 2019, pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a partir da presença do cooperativismo em uma localidade os impactos sociais e econômicos não tardam muito a aparecer. Confira as razões:

  1. Acesso ao crédito

De acordo com dados do Banco Central relativos a junho de 2019, do total de 5.570 municípios brasileiros, 2.232 não possuem agências bancárias, sendo que 378 deles não contam com nenhum posto de atendimento. Por sua vez, o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2019 informa que, em 594 municípios do país, as cooperativas de crédito são as únicas instituições financeiras disponíveis. Sendo assim, o cooperativismo de crédito se apresenta como uma ferramenta de inclusão financeira, contribuindo para reduzir a desigualdade geográfica apresentada por esse mercado.

  1. Empregos e negócios

Segundo o relatório técnico disponibilizado pela FIPE, os municípios que contam com a presença de cooperativas de crédito têm uma proporção das vagas de emprego formal em relação à população em idade ativa elevada, em média, de 6,2%. Porém, não para por aí, além de gerar empregos, o cooperativismo também gera bons negócios. Conforme demonstra o relatório da FIPE, há um aumento de dois estabelecimentos para cada mil habitantes nos municípios em que existem cooperativas financeiras, o que corresponde a um adicional de 15,7% na quantidade de empreendimentos.

  1. Renda per capita

Com o acesso ao crédito facilitado, o aumento do número de empregos formais e do empreendedorismo, consequentemente as cooperativas de crédito contribuem para a elevação da renda média por habitante. De acordo com o levantamento feito pela FIPE, nos municípios que contam com estabelecimentos de crédito cooperativo, os trabalhadores formais ganham, pelo menos, 1% mais no salário médio mensal, em comparação a trabalhadores de outras localidades.

Com quase duas décadas e meia de atuação, a Uniprime Pioneira, fundada em 1996, está entre as maiores cooperativas do país. São mais de 9 mil cooperados, em 12 agências, distribuídas nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entre suas características fundamentais e diferenciais, a cooperativa mantém a essência do cooperativismo de crédito preservada, primando por um atendimento humanizado e personalizado aos cooperados.

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